O CIMA é um coletivo independente que se propõe a colaborar com manifestações e ativismos de outros grupos ou cidadãos da sociedade civil, além de promover a importância de se posicionar de forma pública e expressa em relação a uma causa.
Por seu potencial de comunicação democrática, temos a Internet como principal mecanismo de mobilização e debate. Essa ferramenta colabora para o compartilhamento de idéias e proporciona uma relação não hierárquica entre os participantes e estrutura um coletivo horizontalizado. Ainda assim não perdemos de vista a importância de uma atuação concreta na rua.
Coletivamente não somos filiados ao ideal defendido por nenhuma outra organização ou partido político, mas individualmente, contamos com integrantes que participam de forma ativa em outras entidades.
Por volta das 12h, grupo contra a construção do bairro Noroeste entrou na sede da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e, agora, está instalado na sala do presidente da instituição, Márcio Meira. Além da posição contrária ao novo bairro, eles defendem a demarcação da terra indígena do bananal, espaço de interesse para construção do Noroeste.
Segundo Deborah Gomes, participante da ocupação, os seguranças da FUNAI impedem o trabalho da imprensa que fica no térreo do edifício. O grupo partiu da Praça do Índio, em caminhada, até a presente ocupação. Eles não se intitulam como nenhum movimento, mas como sociedade civil em defesa de seus interesses.
Nenhuma negociação foi feita até agora. Segundo informações concedidas pelo grupo, nem o presidente da instituição, nem o chefe do gabinete está no local. Está presente, por parte da FUNAI, o substituto do chefe de gabinete, Lopes.
O CIMA realizou segundo encontro na última Quinta-feira (22), às 18h, no EL SUCO(Próximo a faculdade Dulcina) com objetivo de trabalhar a formação de um “encontrão”, criar grupos de trabalho, discutir o cenário político e definir as pautas de luta para este ano.
Os Grupos de Trabalho serão estruturados voluntariamente como GT de Comunicação, GT de Articulação Interna e GT de Infra-estrutura. Essas divisões foram criadas para facilitar o diálogo entre os voluntários, pois as divisões de tarefas para qualquer atividade do coletivo poderão ser detalhadas por cada GT. Sendo assim, o GT de Comunicação fica responsável por publicar as decisões do coletivo para todos voluntários ou para outros interessados, produzir uma indentidade visual do CIMA e trabalhar paralelamente com o meio midiático já existente; O GT de Articulação Interna é responsável pela convocação de reuniões, seminários e qualquer tipo de evento benéfico ao CIMA; O GT de infra-estrutura busca condições financeiras e técnicas para as manifestações e encontros do Grupo.
O “encontrão” acontecerá, provavelmente, no fim de Novembro com o objetivo de debater novas formas para o ativismo do CIMA e trocar informações com outros grupos de ação semelhante, como o GreenPeace. Ao final do “encontrão” haverá atividade cultural.
Junto a isso, foi definido na reunião, como pauta de atividade para 2009, os temas Conferência Nacional de Comunicação Social, caso Cesare Battisti e GDF. O caso Cesare Battisti já possui movimentação por meio do Movimento pela Libertação de Cesare Battisti, sendo assim, o CIMA trabalhará junto a eles. Tanto a Confecom como o GDF serão discutidos nos próximos encontros, de forma que as ações favoráveis a realização da Confecom devam acontecer este mês.
Próximo encontro:
Dia 5/11/2009, Quinta-feira.
Horário:18h.
Local: ELSUCO (Próximo a faculdade Dulcina)
Durante duas horas, foi conversado o “Fora Sarney” , o modelo de
articulação e o posicionamento do coletivo.
O encontro aconteceu às 14h na praça do povo – CONIC. Foram relatadas
as seguintes ideias:
Primeiramente, o “Fora Sarney” não abrange toda a classe política. O
movimento se tornou superficial ao ponto de ser insustentável, pois
sempre dependerá do interesse da imprensa e de alguns representantes
do estado. Por isso, o CIMA apóia a saída do presidente do Senado José
Sarney, mas não articulará as próximas manifestações. CIMA sugere que
o debate dentro do coletivo se expanda para gerar uma nova base de
luta, mais ampla e que envolva,principalmente, “Renovação Política” e
“Reforma Política”.
O ativismo acontecerá num formato estratégico, isto é, as ações do
grupo não dependerão de um grande número de pessoas, mas sim, de
voluntários para se manifestar criativamente, de uma forma impactante.
O coletivo deve atuar com outros movimentos sociais aos quais ele se
indentifica. A área de atuação do grupo é a política, mas sem fins
partidários. O CIMA se manifestará para incomodar e questionar a
política brasileira.
As atividades do coletivo não são exatas, visto que serão definidas
nas reuniões.
O CIMA é,tambem, cyberativista; portanto as sugestões devem ser
transmitidas por meio do GoogleGroups e o ativismo por meio da web
deve ser realizado. Entretanto, todas as decisões serão tomadas nos encontros.
A estrutura do CIMA e a linha de pensameno político do coletivo estão
em debate. Participe.
Os encontros serão realizados duas vezes por mês, em um espaço fixo
(em definição).
Dia 17/10/2009, Sábado, os participantes do coletivo independente de manifestação e ativismo vão se encontrar na praça do povo (central) no CONIC, às 14h.
O encontro será realizado para debater o posicionamento político do grupo e definir novas propostas de atuação.
O Coletivo convida qualquer pessoa interessada no envolvimento ativista e no aprofundamento do debate político para participar do encontro.
Nos dias 24,25 e 26 de Setembro acontece a primeira Conferência Livre de Comunicação da UnB.
Na Conferência, serão discutidos temas importantes para o avanço democrático dos meios de Comunicação do Brasil. Serão três dias com palestras, oficinas e debates com representantes de organizações sociais e entidades relacionadas.
A Conferência ocupa um espaço denominado “tenda da democratização” o qual está localizado no final do ICC Norte.
Programação:
1˚ Dia – 24/set
Manhã
Mesa de Abertura
Tema: Democratização da Comunicação e a Universidade
Horário: 9h30.
Espaço: Tenda da democratização
Convidados: DCE, Reitoria, MiniCom, SECOM da Presidência da República, GDF, Pró-conferência nacional, Pró-conferência distrital, LaPCom/UnB.
12h às 14h – Cineclube SOS Imprensa
Tarde
Mesa 1:
Tema: Comunicação na Universidade – produção, difusão e interação.
Horário:14h.
Espaço: Tenda da democratização
Convidados: Rádio UnB, SECOM-UnB, TVUnB, RALACOCO, COMCOM.
GTs: Horário:16h.
.Comunicação no Movimento Estudantil
.Rádio e TV universitária
.SECOM e o portal da UnB
.Comunicação Universidade-Sociedade
18h30 – Happy Hour
2˚ Dia- 25/set
Manhã
Mesa 2: Tema: Internet e novas tecnologias – transformação e impactos sociais
Horário: 8h.
Espaço: Tenda da democratização
Convidados: Dissonante, Casa Brasil, CMI e Grupo Direito e Comunicação
GTs:
Horário:10h.
.Impactos da Lei Azeredo (AI-5 Digital)
.Uso da internet como ferramenta pedagógica
.Democratização do acesso à internet
.Software Livre Espaço público digital – Articulação em redes de movimentos sociais
12h às 14h: Cineclube SOS Imprensa
Tarde
Mesa 3:
Tema: Desafios para a democratização da comunicação no Brasil
Horário:14h.
Espaço: Tenda da democratização
Convidados: Intervozes, ENECOS, FNDC, MST, LaPCom
GTs:
Horário: 16h.
.Monopólio e oligopólio da comunicação no DF e no Brasil
.Diversidade cultural e regional na programação
.Criminalização dos movimentos sociais
.Comunicação Comunitária, livre e independente em Brasília
Dia 17/9, Quinta-feira, às 10h acontecerá uma audiência pública no Senado Federal (anexo II, Sala II, Ala NIlo Coelho).
A audiência debaterá sobre liberdade de expressão, o direito de ir e vir no Brasil, sob a ótica do poder público e da sociedade civil organizada.
Uma pauta importante para nós, do coletivo independente de manifestação e ativismo, será a prisão dos estudantes, manifestantes do “Fora Sarney, pela policia legislativa do Senado Federal.
O CIMA convoca, portanto, além dos estudantes presos na manifestação, todos os membros deste grupo e cidadãos brasileiros para participarem dessa audiência, levarem faixas e exigirem o nosso direito de manifestar.
Na data de 11 de Setembro, dia nacional do cerrado, o movimento cerrado vivo manifestará pela aprovação da PEC do Cerrado – 115/95 – que inclui o cerrado, a caatinga e o pampa na relação dos biomas considerados patrimônio nacional.
O movimento escreverá, com pessoas vestidas de amarelo, a palavra S.O.S CERRADO no gramado do congresso nacional.
No dia 7 de Setembro às 7h, com concentração na rodoviária do plano piloto, escada rolante próxima a entrada do metrô, acontecerá mais uma manifestação pedindo a saída do presidente do Senado, José Sarney.